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Começa o julgamento da viúva do milionário da Mega-Sena

O advogado Jackson Costa entra no fórum de Rio Bonito com Adriana Almeida, acusada de matar o marido Rene Sena, ganhador da Mega-Sena Foto: Agência O globo / Roberto Moreyra
O advogado Jackson Costa entra no fórum de Rio Bonito com Adriana Almeida, acusada de matar o marido Rene Sena, ganhador da Mega-Sena Agência O globo / Roberto Moreyra

Após seis horas de atraso, teve início por volta das 16h desta segunda-feira, o julgamento da ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida e de outros três acusados - os PMs Ronaldo Amaral, o China; e Marco Antônio Vicente; e a professora de Educação Física Janaína Sousa - de envolvimento no assassinato do milionário Renné Senna. A sessão acontece no Tribunal do Júri de Rio Bonito. Adriana, viúva do milionário Renné Senna, chegou ao Fórum às 15h50m, acompanhada do advogado Jackson Rodrigues.
Das dezenove testemunhas arroladas pelo Ministério Público, nove delas foram dispensadas pela promotora Priscila Naegeli Vaz. As defesas de Janaína Silva de Oliveira e do policial militar Ronaldo Amaral dispensaram todas as testemunhas.

O advogado da viúva, Jackson Rodrigues, ouvirá nove pessoas. O advogado Flávio Fernandez, que representa o PM Marco Antônio Vicente, ouvirá três testemunhas.
Após o sorteio dos sete jurados que farão parte do Conselho de Sentença, a juíza Roberta Braga Costa iniciou o interrogatório da primeira testemunha.

Na semana passada, a ex-cabeleireira teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a acusação, ela teria decidido matar o marido, em 2007, depois de descobrir que ele queria excluí-la do testamento.

No habeas corpus, a defesa de Adriana, indiciada por homicídio qualificado, pedia concessão de liminar para suspender o julgamento pelo Tribunal do Júri, marcado para esta segunda. De acordo com a defesa, houve excesso de linguagem na sentença de pronúncia – aquela em que o juiz determina o julgamento pelo Tribunal do Júri. Tal excesso, diz a defesa, poderia influenciar negativamente os jurados.

Além disso, a defesa alegou que foi impedida de questionar os corréus – além dela, cinco pessoas são acusadas da morte de Renné –, o que ofende os princípios do contraditório e da ampla defesa, e apontou falta de provas de que Adriana mandou assassinar o marido.

Em junho deste ano, a Justiça não reconheceu a união estável entre Renné e Adriana. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio, o pedido de reconhecimento foi julgado improcedente pela comarca de Rio Bonito.

Desde a morte de Renné, Adriana trava uma batalha judicial com Renata Senna, a única filha do milionário, para ficar com os bens deixados pelo ex-lavrador, entre eles um carro do ano 2000, que seria da ex-cabeleireira mas está com a filha de Renné desde 2007.

Em fevereiro, o advogado da filha da vítima entrou com um processo de indignidade para que Adriana perca o direito sobre a herança. A ação ainda tramita na Justiça. E em março deste ano, Adriana entrou com uma ação na 2ª Vara Criminal de Rio Bonito de calúnia, injúria e difamação contra Renata. Foi uma resposta ao processo de indignidade.

Em seu último testamento, Renné deixou 50% de seus bens para a filha, e o restante para a viúva. Caso Adriana seja declarada indigna pela Justiça, Renata será a única herdeira da fortuna de Renné.
Dos seis acusados de envolvimento na morte de Renné, dois já foram julgados: o ex-PM Anderson Sousa e o motorista Ednei Gonçalves. Ambos foram condenados a 18 anos de prisão em julho de 2009. Segundo a acusação, a viúva Adriana Almeida seria a mandante. Ela teria decidido matar Renné após descobrir que ele pretendia excluí-la do testamento.

Os outros três réus são a professora de educação física Janaína Oliveira (amiga de Adriana e ex-mulher de Anderson Sousa), e os PMs Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira. Eles ainda não foram julgados.
 
Globo

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